Beleza Rara


Penso que sou uma pessoa de sorte por viver momentos especiais, ao lado de pessoas tão *mara!
O dia vinte de novembro foi incrivelmente bem-vindo. Ano passado eu sequer comemorei. Este ano eu recebi a notícia de que além de comemorar a data - Dia da Consciência Negra -  ainda ía emendar o feriado. Melhor que isso: recebi a primeira parcela do salário do mês *13. Uia! D$i$n$h$e$i$ro!
Pense numa pessoa mais feliz do que pinto no lixo. O dinheiro cobriu as contas do mês. Ebasss!  Adivinha o que me aguardava?
Sim (papito)! *Minagerai... Oh! *Minagerai! Eh largo!
Cá estamos nós de novo, novamente e outra vez. U-hu! Eu, Du e Vinicius. Um truelo de três. ô trem bão,sô!
Risadas ao som de muita música nos guiou durante a viagem. Que viagem!
É verdade que o Viny dormiu um monte. Mas enquanto conversávamos, éramos surpreendidos pelas gírias mais *inabsurdas. - Existe esta expressão? Bem, agora existe. - Tudo muito sinistro e ao mesmo tempo inocente, mas acima de tudo divertidas. Paramos naquele restaurante *chiquetoso cujo nome e logotipo mostra um Frango Alegre. Gritamos para o Viny acordar, pois até então ele *nem.
Comemos, voltamos e o Du dando uma de mãe *Dinada, previu que chegaríamos em Três Corações precisamente as 04h13 *pitutos, pato... kkkk
Mano, pura doideira, véio! - Estou vendo a cara do Du quando ler isso. No mínimo vai expressar um: "SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS" - (...)
Conversávamos e cantávamos alegremente quando na rodovia escura nós vimos não uma senhora de vermelho, mas um caminhão que se aproximava cada vez mais rapidamente de encontro ao cavalete... Ufa! Ainda bem que o reflexo do Du - que nem era da L'oreal, assim  como a chocolateira - estava à *pampa.
Altas emoções nos invadiram neste momento e instantes depois estava eu diante de uma pessoa chorona, nervosa, trêmula...
Tadinho do meu Dudu. Paramos.
*Five pitutes duck - after kkk² - escutei a pessoa proferir: "tremo". 
O Du desceu do carro para tirar a água do joelho e de algum maneira, eu nada senti referente ao ocorrido. Deve ser coisa dos florais de Bach, quem sabe...
Melhor assim. Neste evento perdemos exatos seven pitutes, duck kkk³ - Chegamos as 04h20. E penso que mãe Dinada estava cada vez mais certa ao abandonar o seu posto.
A nossa recepção não poderia ter sido melhor. Nos recolhemos, acordamos quase meio-dia da quinta-feira, uma beleza.
Após o café, fomos conhecer o local onde a Dé está *dando um trampo - lá na Celso Salgados - e voltamos. Fizemos compras e à noite o Du fez macarronada - quem se lembra do comercial do astronauta? - Noite linda. Povo siliz, tudo de bom.
Sexta-feira: acordei após nove horas seguidas de sono. Um feito histórico. Mais um dia sem nada para fazer. Vidinha mais ou menos. Senta, levanta, come, dorme, ri, ploft...
Repete-se  inúmeras vezes cada uma dessas ações e isso é tudo.
Sábadão: Após várias horas de sono, despertamos para mais um dia de nada de novo pra fazer, estou começando a acostumar com isso. Medo!
Pressão: 14X09. Melhor impossível. A dor do trapézio passou, acho que os palhaços pediram demissão e todo o circo também. Feijoada do *Bonitão.
Adoro!
No mais... de novo: estou indo embora, baby! 
*(dialeto próprio)

P.S. "Mas vai abalar, mas vai abalar, todo esse lugar quando Ele passar" - essa é a trilha sonora que está passando neste momento enquanto posto.



Escrito por Rose às 21h27
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Aos quinze dias do mês de novembro de dois mil e oito, a Turma do Kantinho se reuniu para a celebração de mais um aniversário.

Não teve bolo, mas teve alegria.  Muitas pessoas não puderam comparecer, mas foi divertido mesmo assim, com quem se fez presente. A princípio ficamos no nosso local de origem, mas por circunstâncias inexpressivas, saímos de lá, para darmos continuidade a uma noite mara! Fomos ao Habib's e depois à Avenida Portugal.

Estiveram presentes além de mim: Du, Tico & Teco, Grela, Diego, Kika, Celião, Gi, Kinho, Marcelo, Luizinho, Rodrag, Jéssica, Michele, Renata, Jonatas e Giane...

Rimos muito. Foi uma noite agradabilíssima. A lua foi nossa companheira, linda e brilhante.

Penso que não precisamos ir muito além para encontrarmos a felicidade.

É verdade que muitas vezes corremos de um lado para o outro tentando encontrá-la. Esperamos que tudo se resolva num passe de mágica e assim, uns fogem de casa para serem felizes e outros fogem para casa  para serem felizes. Uns viajam para serem felizes, outros trabalham além do normal para serem felizes.  Muitas vezes acreditamos que nunca o fruto está maduro, nunca o vinho está no ponto, que sempre falta algo mais.  Porém há uma forma melhor de viver!

A partir do momento em que decidimos ser felizes, a busca pela felicidade chegou ao fim. É que percebemos que a felicidade não está na riqueza material, na casa nova, no carro novo, naquela carreira, naquela pessoa. E jamais está à venda. Quando não conseguimos achar satisfação dentro de nós para ter alegria, estamos fadados à decepção. A felicidade não tem nada a ver com conseguir. Consiste em satisfazer-nos com o que temos e com o que não temos.

Poucas coisas são necessárias para fazer alguém feliz. As necessidades de cada um de nós são poucas. Enquanto nós tivermos alguma coisa a fazer, alguém a amar, alguma coisa a esperar, já teremos motivos de sobra.

Estar ao lado de toda a Turma, ou de boa parte dela, me traz a certeza de que bons momentos podem ser eternizados. 

A única fonte de felicidade está dentro de cada um de nós e deve ser repartida, como se espalhássemos perfume sobre os outros. E dessa forma sabemos que é possível que algumas gotas acabem caindo sobre nós mesmos.

A todos, desejo os mais sinceros cumprimentos de saúde, paz, alegria, união, confiança e respeito. Hoje e sempre!
E é claro, a Turma do Kantinho sempre será sinônimo de FELICIDADE.



Escrito por Rose às 13h03
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E os acontecimentos não param.

 

Não bastou aquela operadora fazer um tumulto na vida das pessoas, nem Obama ser eleito presidente dos Estados Unidos semana passada. Até a Madonna em seu show, fez uma homenagem ao novo morador da Casa Branca. Aliás, Lula e Madonna devem se encontrar assim que ela desembarcar para turnê aqui no Brasil. Interlocutores negociam uma visita da cantora a Brasília. Qual será a manchete? Zé Bob que se cuide, porque ela será sem dúvida a favorita. De quebra, Ronaldo Ésper, se jogou na balada Trash 80's e foi à loucura quando tocou "Folia no Matagal". Fez strip-tease e ficou apenas com óculos escuros brancos, - à La Copélia - prefiro não comentar!

Mesmo assim, aqui bem pertinho, algo inimaginável superou tudo isso.

Sábado a turma do Kantinho não se reuniu. Apenas alguns integrantes compareceram à casa da Híria para prestigiar a Mônica, pelo aniversário.

Saímos de lá, o Fe me deixou em casa com a promessa de voltar logo mais à tarde.

Sim (papito!), não só voltou como voltou outra pessoa. Totalmente transformado, roupa nova, mais parecia um gif animado, - no caso dele, estático. Fe, não me bata. – Todo lindinho, carro impecável, puro brilho... E fomos visitar Tico e Teco.

Entre um drinque e outro - meia de seda, porque somos pessoas finas - conversamos muito, rimos como loucos.  Permanecemos por lá até meia-noite e voltamos.

Muito mais significativa que todos os fatos anteriores juntos, a atração principal da semana estava prestes a acontecer em minutos. Foi algo digno de primeira página nos principais meios de comunicação. Não poderia ser diferente, sendo o protagonista alguém simplesmente fora de cogitação.

Senhoras e senhores eu estou falando do Fernando, o ‘prefeito’ da turma.

A seguir, um breve relato que ficará para a posteridade. Tirem as crianças da sala.

Telefonezinho tocando... U-huuu!

Vi um número estranho, quem será? Atendi.

- Alô?

- Necessito pedir um favor... Anote este número de celular.

- Fe???

- Oi Frufru..
- Já chegou? Que número é esse? Anotei. Pode falar.

- Não cheguei não, na verdade, vou demorar um pouco mais a chegar a minha casa.

- Certo. Anotei o número, você esqueceu o seu celular na casa deles, está tudo bem?

- Sí... (longa pausa) Eu necessito de um imenso favor. Será que você pode ligar para os
  meninos e pedir-lhes para me acompanharem aqui?

- Ah! Sim, certo, mas onde você está e de quem é esse número?

- Ah, é da... (Como é mesmo o seu nome? – ouvi perguntar) – Fran. É o nome da dona do celular. Você anotou?

- Sim, mas o que houve? Fala logo, você está me assustando.

- Não se preocupe, está tudo sob o mais perfeito e absoluto controle, Frufru.

- Tudo bem, vou ligar para os meninos e falar o que pra eles? Que você ligou e precisa falar com eles?

- Bem, na verdade é que houve um pequeno contratempo, mas está tudo bem, não se preocupe.

- Como não, pessoa? Você saiu daqui a menos de vinte minutos, esqueceu o celular, ligou de um número estranho, me pediu para anotar e ligar pedindo  ajuda
aos meninos, eu estou ouvindo vozes e barulhos e você nesta calma toda. Fala logo, que a minha pressão já subiu!

- Caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaalma. Foi apenas um pequeno contratempo como já lhe falei.

- Que tipo de contratempo, Fe?

- Não se assuste, é que eu sofri uma pequena colisão...

- Ai, que susto! Nossa... (caiu a ficha) O QUE?  FERNANDO, VOCÊ BATEU O CARRO? ONDE VOCÊ ESTÁ?

- Eu estou na frente de um motel... Acho que se chama Taj Mahal, mas está tudo sob controle, não se preocupe, se você puder ligar pedindo a eles para virem 
aqui, me buscar eu agradeço bastante.

- Ai, Senhor, como que foi isso, Fe? Você está bem? Machucou? Não! Não responde. Devolve o celular da moça, ai meu Pai, eu estou ligando para eles, aguarda aí,
que eu vou pedir ajuda. Ah! Não liga pra sua mãe ainda, ok?

(Quando pronunciei: Ah! só ouvi: tu-tu-tu-tu-tu... Ele desligou).

Liguei imediatamente para a casa do Tico e falei com o Teco. Combinamos de ele passar aqui e me levar ao local.

Cinco minutos depois...

Telefonezinho tocando... U-huuu! Fui atender. Pensei que era o Teco que já tinha chegado.

Olhei no display, era o número da casa do Fe. (Ai! Eu mato o Fe! - Pensei).
- Alô? (...) (fingindo-me de divisória)

- Rose? Por favor, me fale onde fica o local que o Fernando bateu com o carro...

-Sim, foi aqui pertinho, mas está tudo bem.  Estamos indo pra lá, não se preocupe. (...)

Expliquei tudo, esperei o Teco, fomos até lá. A ocorrência já havia sido registrada.  Estava tudo bem.

Pela visão, dava pra chorar de susto. Mas tivemos a certeza de que foi a moça quem estava errada. Ufa!
Mas cá entre nós, que não foi uma pequena colisão, não foi mesmo.
Adoro pessoas calmas. 
Fe, eu te amo. Parabéns!
Ah! O celular o Teco levou, mas não achava para devolver pois havia caído no carro. Detalhe: estava sem chip.

E a semana continua... PLOFT!



Escrito por Rose às 03h33
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Comecei a fazer a caminhada minha de cada dia...
Pensei até que fosse mais longe, do local de trabalho até em casa.  Nada que meia-dúzia de músicas no meu mp3player não resolvam. Verdade que tem garoado bem na hora de da minha prática diária de exercício, mas nem por isso me deixo abater. Tirando o cavalo e o peito nu, é legal andar com o cabelo ao vento, mesmo sabendo que depois não entre um pente, nem pela misericórdia do cordeiro.  Também tem um lado exótico caminhar numa avenida onde melancias me acompanham.  Isso sem precisar alterar o meu estado psíquico.
E eis que os últimos dias foram pra lá de agitados,  com compromissos inimagináveis. Um luxo!
Sábado logo cedo, fomos ao shopping pesquisar e comprar um celular. Lojas abarrotadas de gente que teimava em querer cadastrar o tal chips* - sim, papito! Ouvi várias vezes esta expressão e nem se tratava da Elma - e na seqüência, desbloquear   seus aparelhos.
Vendedores mal-humorados, despreparados, ignorantes. Em uma loja um deles se destacou. Não por ter  educação, mas pela avidez de ganhar sua comissão.
Atendeu-me rapidinho, só não conhecia o produto. Mas como eu conhecia, comprei. Porém fui notificada que precisaria desbloquear o aparelho, mas que só poderia fazê-lo em até 48horas. Mintchira!*
Correria total - minha e do Tico - no resto do dia, para sairmos a tempo de ir ao níver do Glub e do Rafa. Foi legal. Local Mara! Teatrix,  Av. Paulista.
Na volta ríamos como dois desesperados.  Por fim, não resisti e cochilei horrores pouco antes de chegar a minha casa.
A noite acabou.
Acordei e já era domingo. Estava atarefada outra vez.
Expectativa total – minha e do Tico - pra buscar o Teco no aeroporto. A qualquer momento ele ligaria pra avisar o horário do vôo, mas isso só aconteceu no fim da tarde. Uma folia.  E lá fomos nós, cantarolando, xingando o povo no trânsito, rindo de tudo. Lá, presenciamos de tudo um pouco. Até uma bengala com vida própria. Pechinchamos valores de algo comestível - o que é praticamente impossível - num local onde se vende uma garrafa de água mineral por R$ 4,40. Total falta de absurdo, como diria a Célia. Fomos à capela ecumênica, rimos da decoração, do silêncio e do ofurô que tem lá. Enquanto esperávamos, tudo era motivo para mais sátiras e gargalhadas. Finalmente decidimos comprar um lanche natural composto de uma massa gelada verde, com algumas folhas amassadas dentro, um pouco de maionese e salmón*, segundo a atendente da lanchonete.  Salmón?
Enfim o Teco chegou. Foi uma algazarra. Ganhei de presente uma pistoleira do Nordeste. Hilário!
O Marcelo também fez questão de ir ao aeroporto e voltamos juntos. Deixamos o Marcelo em sua casa e antes de entrar em minha casa, um breve hot-dog em frente à Coke Luxe se transformou num motivo para presenciarmos discursos inflamados de duas pessoas que se queixavam de suas respectivas (ex) namoradas...
Descobrimos que estávamos suaves* - segundo o seu linguajar - enquanto que as pessoas em questão estavam de Bagdá pra lá, vítimas de substâncias suspeitas e de cachaça, karai!*
Fim de noite do domingo.
Boa noite.
Segunda-feira: Dia corrido. Adoro! O telefone da empresa não parava de tocar. Loucura total!
Fim do dia foi outra aventura voltar à loja daquela  operadora para desbloquear o celular. Duas horas e quarenta minutos esperando, ouvindo alguém narrar  todas as suas experiências com o seu chips*. Não que aquela pessoa fosse proibida de falar, eu mesma também adoro narrar meus ocorridos - tanto é , que cá estou eu a descrever alguns aqui -, porém ouvir repetidas vezes comentários sobre UM chips*...  Gente!  Era a mesma pessoa do sábado. Mintchira!*
Ainda bem que encontrei o Adil e ficamos rindo e falando em nosso próprio dialeto o tempo todo. Acho que se não fosse isso, os meus tímpanos teriam sofrido uma depressão.  E descobri que o meu aparelho nem precisava ser desbloqueado, nem cadastrado, pois eu já havia feito tudo isso e pelo telefone,  inclusive testado, mas o vendedor garantiu que mesmo assim eu tinha que comparecer a uma loja em 48horas,  fui.  Pára tudo e chama a NASA!  A atendente nada mais fez do que meter o dedão de bolo no visor do aparelho e sujar.  Ligou, desligou e falou: está tudo certo com o seu aparelho, senhora... Mintchira!* Pois voltei à loja e procurei o bendito só pra falar que ele não sabe o que está vendendo e que, por favor, não repita o mesmo erro com o próximo cliente, a próxima vítima.
Uma confusão. Um folclore. Mas deu tudo certo. Agora  sou quadriband... Pura tendência.
Enfim chegou terça-feira. Formatura do Tico...
Correria na hora do almoço para  chapar o cabelo. 18h30 estávamos no teatro. Aflição total porque o Teco não chegava com os convites, não atendia ao celular.
Soubemos depois que em uma das ocasiões o celular caiu debaixo do banco, ele não o alcançava. Depois foi parado pela 'puliça' por estar falando ao celular. Ufa! Quanta aventura! Pasmem! Não precisamos dos convites para entrar. Mintchira!*
A cerimônia transcorreu solene e a colação de grau foi belíssima. Tiramos fotos às escondidas, já que era proibido o uso de câmeras, celulares e afins...
O Teco - pra completar o clima de aventuras - foi barrado pelo segurança, pois não podia usar o estacionamento da prefeitura. Teria sido o guarda Oswaldo quem o interceptou? Mistério! Comemoramos no Kabir, a formatura do mais novo tecnólogo. Parabéns, Tico! Eu te amo!
A vida é uma aventura. Viver é MARA!
E no mais... Estou indo embora, baby...

NT * um chips = singular: um chip
         *salmón = salmão
         *suave = sóbrio: de acordo com a gíria  dos manos.
         *puliça = me recuso a explicar, joga no Google.
         *Mintchira! = To bege! Não creio!



Escrito por Rose às 13h10
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