Estive pensando no sentido da solidão, da saudade e da lembrança.
Um sentimento interior que não depende da distância nem do isolamento. Logo pensei que podem parecer sinônimos. Idéia igual, mas diferente no sentir. Lembrança é da memória, saudade é da alma, solidão é um estado. Lembranças surgem com um cheiro, uma música, uma palavra. Saudade surge sozinha, emerge do fundo do peito onde é guardada com carinho. Solidão é causada lentamente. Lembrança é algo real, de um lugar, uma época, uma pessoa. Saudade pode ser do que não ouve, de uma possibilidade, de lábios jamais tocados. Solidão machuca, fere, dilacera. Lembrança pode ser contada, medida, localizada. Saudade é assunto dos poetas, é pautada em rimas e melodias; vontade de encontrar outra pessoa. Lembrança vence a morte, mas conforma-se com a ausência, respeita convenções. Solidão é uma dor que dói no peito. Saudade ignora a morte, vence distâncias, barreiras e preconceitos. Lembrança aceita nosso comando, vai e volta quando queremos. Solidão amedronta. É um vazio que invade as pessoas... Saudade é irreverente, independente e auto-suficiente.
Escrito por Rose às 17h25
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É loucura...
Odiar todas as rosas porque uma te espetou;
Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou;
Perder a fé em todas as orações porque numa não foste atendido;
Desistir de todos os esforços porque um deles fracassou;
Condenar todas as amizades porque uma te traiu;
Descrer de todo amor porque um deles te foi infiel;
Jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo.
Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras.
Lembrando que sempre há uma outra chance;
Uma outra amizade;
Um outro amor;
Uma nova força.
É só ser perseverante e procurar ser mais feliz a cada dia.
...Mas eu juro que se alguém soubesse o que eu sinto hoje, me daria razão...
Escrito por Rose às 01h13
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Eu amo tudo o que foi, Tudo o que já não é, A dor que já me não dói, A antiga e errônea fé, O ontem que dor deixou, O que deixou alegria Só porque foi, e voou E hoje é já outro dia.
Fernando Pessoa, 1931.
Escrito por Rose às 04h51
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"Quando, no silêncio da nossa mente, duvidamos, criticamos e determinamos, constuímos uma nova história." A vida humana é breve como as gotas de orvalho que aparecem na calada da noite, cintilam ao amanhecer e se dissipam ao calor do sol. Cada um de nós vive um pequeno parêntese do tempo. Se o mundo nos abandona, a solidão é suportável, Se nós mesmos nos abandonamos, é insuportável. Por ser tão breve a vida, deveríamos vivê-la com sabedoria para sermos cada vez mais inteligentes, sábios, afetivos"...
Augusto Cury
Escrito por Rose às 23h00
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