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Um pouco de humor pra relaxar no fim de semana.
*Dependendo da região, este glossário está pra lá de ultrapassado. Algumas expressões foram omitidas por que o horário não permite. Mas se quiser continuar nos comments...
Jovem não briga, dá porrada. Jovem não vai pra festa, vai pra a balada. Jovem não bebe, chapa as idéias. Jovem não cai, capota. Jovem não faz sexo, dá um 'fight'. Jovem não entende, se liga. Jovem não fuma, puxa. Jovem não entra, invade. Jovem não convida, fala: chega aí! Jovem não mata, destrói. Jovem não pede, exige. Jovem não fala, dá a idéia. Jovem não vai embora, sai fora. Jovem não digita, tc. Jovem não reclama, cresce. Jovem não xinga, esculacha. Jovem não dorme, apaga. Jovem não sente coragem, tem as 'moral'. Jovem não namora, fica. Jovem não ama, curte. Jovem não passeia, sai de rolé. Jovem não fica tranqüilo, fica de boa. Jovem não tem amigo gay, tem amigo alternativo. Jovem não fala mal de ninguém, queima o filme. Jovem não dá fora, vacila. Jovem não insulta, tira. Jovem não fica triste, fica puto. Jovem não acha interessante, acha da hora! Sangue na veia de jovem não corre, tira racha! Jovem também pode ser: truta, mano, maluco...

Escrito por Rose às 21h55
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Quando não tinha nada, eu quis Quando tudo era ausência, esperei Quando tive frio, tremi Quando tive coragem, liguei
Quando chegou carta, abri Quando ouvi Prince, dancei Quando o olho brilhou, entendi Quando criei asas, voei
Quando me chamou, eu vim Quando dei por mim, tava aqui Quando lhe achei, me perdi Quando vi você, me apaixonei Quando não tinha nada, eu quis Quando tudo era ausência, esperei Quando tive frio, tremi Quando tive coragem, liguei
Quando chegou carta, abri Quando ouvi Salif Keita, dancei Quando o olho brilhou, entendi Quando criei asas, voei
Quando me chamou, eu vim Quando dei por mim, tava aqui Quando lhe achei, me perdi Quando vi você, me apaixonei
 Especial para os pidões de plantão...
Escrito por Rose às 14h20
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Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista. Um coração como poucos. Um coração à moda antiga. Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e cultivar ilusões. Ainda acredita no poder da cura. Acredita que vai sobreviver ... Um pouco inconseqüente, que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um coração que não perde a esperança de querer gostar de quem é impossível. Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu... “Não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero..." Um idealista... Um verdadeiro sonhador... Nada experiente, apesar dos pesares...
Rifa-se um coração que nunca aprende. Que mesmo dolorido, enfrenta as adversidades, luta e não esmorece perante às condições e circunstâncias a que foi submetido. Que mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural. Um furioso suicida 'frustrado' que vive procurando relações e emoções verdadeiras. Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. Nem é notado, muitas vezes. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões. Sai do sério e, às vezes, revê suas posições, arrependido de palavras e gestos. Tantas vezes provocado. Incompreendido. Impulsivo. Que sofre irreversivelmente...
Rifa-se este desequilibrado emocional, que abre sorrisos tão largos e espalhafatosos que quase dá pra engolir as orelhas, e até desfalece em certos momentos de alegria, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abastado, indicado apenas para quem quer viver intensamente e, contra-indicado para os que apenas pretendem insultá-lo, humilhá-lo, maltratá-lo...
Um modelo cheio de defeitos que, constrange o corpo que o domina. Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.
Texto adaptado - Original de Clarice Lispector
Agradecimentos especiais: Danilo Gomez Feitosa 'D2' - via 'emecieni' Reenviado por e-mail por Hera: http://www.memoriasdadeusa.zip.net
Escrito por Rose às 21h32
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Um momento você tem falta. No momento seguinte você tem excesso. Um dia você não tem nada para fazer. No dia seguinte você nem tem tempo para fazer tudo. Um dia a geladeira está vazia e você está com fome. No dia seguinte você ainda tem metade da refeição à sua frente e você já está satisfeito. Um mês você tem dinheiro de sobra e nem sabe o que comprar. No mês seguinte você tem déficit na conta bancária e um cheque sem fundos. Um momento você está cheio de energia e não consegue dormir. No momento seguinte você está cansado e não consegue levantar. Um dia você é o centro das atenções. No dia seguinte ninguém quer saber se você está vivo. São as ondas da vida. Carregam-nos para cima e para baixo. Dinheiro, amigos, seu corpo, seus relacionamentos, seu trabalho, e todo o resto da lista, tudo varia. Tudo vai com as ondas. A vida está cheia de coisas e eu não negociaria minha vida com ninguém, nem mesmo o mais abençoado que eu conheça, aquele mais rico. É uma coisa após outra, um desafio após outro, uma situação após outra, dia após dia, sem fim... São ondas... Muitos são lançados às pedras pelas ondas. Alguns, como submarinos, mergulham fundo, por baixo das tempestades, em busca da paz. Alguns simplesmente surfam nas ondas e têm muito divertimento. Alguns afogam-se. Você não pode parar as ondas... é a natureza do oceano da vida. Você pode apenas escolher o método que usará para enfrentar. Você pode ser lançado, como a maioria. Você pode se afogar, como muitos. Você pode surfar e ter todo o divertimento que puder, mas mesmo um surfista se cansa e não tem como dormir sobre uma prancha. Atravessar estas ondas, de maneira segura e confortável, requer um navio. E esse navio, você não pode tripular sozinho. Você terá que ter parceiros, verdadeiros companheiros, que possam dividir o trabalho e compartilhar os triunfos. E acima de tudo um comandante. Então, convoque sua tripulação... E boa viagem !!! (Rose e Pablo, madrugada em Moscou)
Escrito por Rose às 23h05
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